quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Taça - Derrota ao cair do pano

Na segunda-feira defrontámos os Atómicos em Oliveira do Bairro num jogo bastante equilibrado, onde a vitória podia ter surgido para qualquer uma das equipas, ganhou aquela que mais quis vencer o jogo.
Entrámos mais uma vez bem no jogo. Aos 3´34, o Luís colocou-nos em vantagem ao concluir uma boa jogada com assistência final do Ventura. Até ao final da primeira parte foi um jogo equilibrado, concedemos mais posse de bola ao adversário que conseguiu criar perigo por duas ou três vezes, se a posse de bola valesse golos a equipa adversária merecia o empate ao intervalo, no entanto as melhores oportunidades de golo foram criadas pelos nossos jogadores em transições rápidas, pelo que até podíamos ter dilatado o resultado.
Sofremos o golo do empate logo a abrir a segunda parte, aos 1´28, num remate de muito longe onde ficou a sensação de que o Beto podia ter feito melhor. Poucos segundos depois o Moura vê um remate seu ser desviado da baliza contrária na linha de golo por um defesa adversário. Á semelhança do nosso adversário, decidimos subir a nossa primeira linha defensiva e a partir daí o jogo ficou um pouco mais aberto, com as oportunidades a surgirem para ambos os lados e com as faltas a acumularem-se, ainda que na nossa opinião de forma “selectiva”. Os atómicos colocaram-se em vantagem aos 9´09 numa bola colocada nas costas da nossa defesa, onde apareceu isolado um jogador adversário que soube concluir com frieza, colocando a bola por cima do nosso guarda-redes. O terceiro golo da equipa da casa aconteceu em mais um contra-ataque, após uma perda de bola dos nossos jogadores ao iniciarem uma movimentação ofensiva, estavam decorridos 13´31 de jogo. A reviravolta no marcador era justa e merecida por parte dos jogadores da equipa da casa, que, até ali, tinham mostrado muito mais garra e vontade de querer vencer o jogo do que os nossos atletas. Foi necessário estar em desvantagem para alterarmos atitudes e para que a nossa equipa finalmente começasse a jogar como equipa, com um elevado espírito de entreajuda que tinha sido responsável pela reviravolta no marcador efectuada pela equipa adversária. A partir daí empurrámos definitivamente os nossos adversários para junto da sua área e finalmente soubemos mostrar a nossa superioridade. Somos uma equipa forte tecnicamente, poucas equipas - mesmo aquelas que disputam a divisão acima da nossa, como é o caso dos Atómicos – dispõem de um plantel de jogadores com os níveis técnicos tão elevados quanto o nosso. Mas isso por si só não basta, há que aliar essas capacidades individuais às questões tácticas e comportamentais. Durante esta semana, tínhamos trabalhado a organização ofensiva com o quinto homem avançado e optámos por utilizar esse sistema a quatro minutos do final da segunda parte. Em dois minutos voltámos a empatar a partida: a 2´46 do fim reduzimos para 3 a 2 pelo Simão, e a 1´56 do fim empatámos o jogo pelo Luís com assistência do Simão. Foi a prova de que quando todos fazemos aquilo que trabalhamos durante a semana e lhe juntamos as nossas capacidades individuais assim como a vontade e o crer, as coisas correm pelo melhor.
Nos últimos segundos da partida uma distracção do Beto permitiu ao adversário enviar uma bola ao poste, na sequência do lance um jogador adversário fez mais uma entrada perigosa, por trás, ao Fontes, o árbitro decidiu finalmente assinalar a quinta falta ao nosso adversário...sem exagerar, talvez fosse a décima...! Quanto a nós, já tínhamos atingido a quinta falta à muitos minutos...
Fomos para prolongamento com as duas equipas tapadas por faltas. Curiosamente o primeiro livre de 10 metros beneficiou a nossa equipa, a falta foi demasiado evidente, mas o Moura desperdiçou a oportunidade. Alguns momentos mais tarde o mesmo Moura foi derrubado junto à linha lateral, a dois metros do árbitro que nada assinalou, na sequência do lance, desconcentrado o Moura fez falta, mas os Atómicos também desperdiçaram o livre de 10m. O prolongamento prosseguiu com uma toada equilibrada, mas a 1´45 do final da partida a equipa da casa marcou, num lance onde existiu uma falha de marcação da nossa defesa, permitindo que um adversário aparecesse isolado em frente ao Beto, que, apesar de se ter oposto ao primeiro remate, não conseguiu evitar a recarga. Adiantámos novamente o quinto homem, mas de uma precipitação na marcação de um canto resultou um contra-ataque, de onde viria a surgir o último golo da partida a 1´16 do final do jogo.
A derrota castiga a atitude passiva dos nossos jogadores durante grande parte da partida e premeia a equipa que mais lutou pela passagem à próxima eliminatória.
Fica a ideia que poderíamos ter feito bem melhor, somos de longe superiores a esta equipa dos Atómicos, mas ontem eles foram mais equipa...

Três notas finais:
- Um jogo destes merecia uma arbitragem à altura. Vermelhos que são transformados em amarelos, ou em nada..., metade das faltas não são assinaladas, enfim...com arbitragens destas, a vantagem de ter jogadores que desequilibram, que procuram e ganham vantagem no um para um, torna-se rapidamente numa desvantagem.
- No inicio da partida, o Luís Santos recuperou uma bola num lance onde um adversário se lesionou sozinho, partíamos em contra-ataque em situação de dois para um, o Luís colocou a bola fora. Por duas vezes a situação repetiu-se mas em campos opostos, nenhum dos atletas de Oliveira do Bairro colocou a bola fora, teve que ser o árbitro a interromper o jogo em ambas as ocasiões...ainda houve quem nos viesse falar em fair play no final da partida...
- Mais uma vez deixamos aqui os nossos agradecimentos aos nossos juniores e demais simpatizantes da ARCVB, pelo magnífico apoio que deram à nossa equipa. Ficamos a dever-vos uma vitória.

2 comentários:

Anónimo disse...

PARABENS PELO VOSSO EMPENHO NO JOGO.

TENTEM ARRANJAR UM GUARDA-REDES DIGNO DA CAMISOLA DO VILARINHO...


ABRAÇOS

Anónimo disse...

digno da camisola do vilarinho quer dizer o quê? estar habituado a lutar pelos últimos lugares? o beto teve um dia menos feliz o que acontece a qualquer jogador. força, continuem a trabalhar bem